Chego de manhã e sento-me na areia a olhar para as pequenas vagas ou para o céu imensamente azul. Estou sózinho, porque esta praia é apenas minha. Ninguém a conhece. Procurei na net uma fotografia de uma praia semelhante, para que tivesses uma ideia, mas não encontrei. Não existe outra praia que tenha o céu eternamente azul e o mar tão manso e tão brilhante como esta. As árvores chegam quase até à água. A areia é branca e muito fina. Sinto-me profundamente grato por estar aqui e tenho reparado que estou a rejuvenescer. Sabes como é, quando sentimos que tudo está perfeito e assim vai continuar? A alegria que me invade faz-me correr até ao fim da praia e, quanto mais corro, mais jovem me sinto. Abro os braços e comungo da minha alegria com os céus.
Então, entro no mar. Mergulho suavemente até ao fundo liso, demoro-me, danço, toco em pequenas conchas e regresso à superfície, ficando a boiar perdido no azul. Obrigado! Obrigado! Obrigado!
É curioso que, quando estou aqui, quase não penso. Sinto muito, mas penso pouco. E o que sinto é alegria, paz, gratidão, amor. Um amor por ti. Um grande amor, por ti, que és esta minha praia. Só minha!
Também tens uma praia só tua. A sério! Fecha os olhos. Já estás a vê-la?
A sério?
ResponderEliminarPenso que sim, mesmo que de forma ténue, porque distante, a consigo vislumbrar.
És mesmo tu, praia minha?
(Texto muito belo.)