O espelho de um estado de alma que pode mudar, tal como o tempo, os dias, as horas, os amores e os desamores.
A alegria, a tristeza. O sonho e o desalento.
Jamais a desistência!
“Que Agosto traga de volta todos os sorrisos que Julho me roubou, e a alegria de sorrir com brilho no olhar e paz na alma”. – sms de 04/08/2013. Mas afinal Agosto, para além da temperatura, gorou todas as previsões. Ao invés de sorrisos trouxe dores e muitas lágrimas, desilusões, desalento e desesperança. Abraços desfeitos antes até de serem dados, palavras caladas antes de serem proferidas, bolhas nos pés, quase desmaios, alma dilacerada… Para quem tenta, ainda a muito custo, sobreviver à morte de um amor, não sei se aguentará a separação de um outro. Como diz: “…um amor diário de oito anos…” que, por irónico que pareça, desfalece por acreditar ser verdadeiro. Pode tentar o afastamento da minha, agora ainda mais triste, vida. Pode até consegui-lo. (Há mulheres muito mais interessantes do ponto de vista físico e intelectual, do que eu, certamente. Já do prisma do ser humano, genuíno, generoso, de total entrega, apaixonado, tenho dúvidas, mas é possível.) Mas quer queira ou não, permanecerá na minha vida, no meu coração. Há locais, momentos, gestos, sentimentos, palavras, termos e “códigos”, cheiros, fantasias, cumplicidades e coincidências que não nos serão arrancadas. Enquanto me for humanamente possível, continuarei a abraçar, com a mesma ternura e carinho, qualquer texto seu que lhe consiga fugir e corra na minha direcção. Naquele dia de Agosto, não virei as costas. Nem ao assunto: atordoada e dilacerada, nada mais me pareceu fazer sentido; Nem a si: Beijei-o, primeiro, agradeci-lhe depois, acenei-lhe de seguida e, finalmente, caminhei rumo ao afastamento, que não compreendo, mas que me foi imposto. Que Deus me ajude também nesta caminhada! Termino, citando-o novamente: “Um dia poderemos em Paz observar a perfeição que existe dentro de nós. É a constatação última de que nós e Deus somos Um.” (P.S.- tem o dom da palavra mas não precisa responder). AS
PALAVRAS POR DIZER (POR ENTRE OUTRAS…)
ResponderEliminar“Que Agosto traga de volta todos os sorrisos que Julho me roubou, e a alegria de sorrir com brilho no olhar e paz na alma”. – sms de 04/08/2013.
Mas afinal Agosto, para além da temperatura, gorou todas as previsões.
Ao invés de sorrisos trouxe dores e muitas lágrimas, desilusões, desalento e desesperança. Abraços desfeitos antes até de serem dados, palavras caladas antes de serem proferidas, bolhas nos pés, quase desmaios, alma dilacerada…
Para quem tenta, ainda a muito custo, sobreviver à morte de um amor, não sei se aguentará a separação de um outro.
Como diz: “…um amor diário de oito anos…” que, por irónico que pareça, desfalece por acreditar ser verdadeiro.
Pode tentar o afastamento da minha, agora ainda mais triste, vida. Pode até consegui-lo.
(Há mulheres muito mais interessantes do ponto de vista físico e intelectual, do que eu, certamente. Já do prisma do ser humano, genuíno, generoso, de total entrega, apaixonado, tenho dúvidas, mas é possível.)
Mas quer queira ou não, permanecerá na minha vida, no meu coração.
Há locais, momentos, gestos, sentimentos, palavras, termos e “códigos”, cheiros, fantasias, cumplicidades e coincidências que não nos serão arrancadas.
Enquanto me for humanamente possível, continuarei a abraçar, com a mesma ternura e carinho, qualquer texto seu que lhe consiga fugir e corra na minha direcção.
Naquele dia de Agosto, não virei as costas. Nem ao assunto: atordoada e dilacerada, nada mais me pareceu fazer sentido; Nem a si: Beijei-o, primeiro, agradeci-lhe depois, acenei-lhe de seguida e, finalmente, caminhei rumo ao afastamento, que não compreendo, mas que me foi imposto.
Que Deus me ajude também nesta caminhada!
Termino, citando-o novamente: “Um dia poderemos em Paz observar a perfeição que existe dentro de nós. É a constatação última de que nós e Deus somos Um.”
(P.S.- tem o dom da palavra mas não precisa responder).
AS