Nas longas e silenciosas interrogações
sobre a viagem da vida, estou um pouco
como o tolo a meio da ponte:
- Continuo ou desisto, vou em frente ou
recuo?
como se fosse tão fácil como correr atrás
de um
comboio ou desistir dele.
O meu dilema nem sequer é transcendente:
devo
lutar, com lealdade o espaço já
ocupado, e colocar-se em bicos de
pés e pescoço esticado, prosseguindo na viagem ou sair?
O meu problema é terreno, porque terreno é
o meu sufoco e concordo com o Senhor quando afirma: “- O meu reino não é deste
mundo”.
O meu reino também não é deste mundo, mas é
deste mundo o meu sufoco.
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